quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Meu melhor de 2007...

2007 terminou e como de praxe, muitas listas com os melhores e piores disso e daquilo são publicados por aí...Vou entrar na brincadeira e registar aqui o que vi de melhor e pior neste ano que se encerra. Antes vai aqui um esclarecimento, nem tudo que assisto nos cinemas, comento aqui. Muitos filmes que vejo, acabo não escrevendo por negligência ou falta de estímulo que não trouxe da sala de cinema.
Faço essa explicação para quem costuma ler meu bloguinho e pensa que só vi os filmes que estão escritos aqui. E agora posso citar o meu preferido de 2007. Pensei bem antes de deixar de fora a superprodução 300 que tem muitos méritos técnicos e um ator inspirado, Pecados Íntimos que é na verdade uma produção de 2006, mas que passou aqui no comecinho do ano e é um filme que vou guardar no coração, Piaf uma história real numa interpretação arrebatadora, Perfume, outra produção de 2006 mas que vi em janeiro passado e me encantei, enfim, a lista é longa, foi um ano em que o cinema me deu muito prazer, alento e felicidade.

Mas o filme que deixo aqui como o melhor do ano é o trabalho grandioso, preciso, econômico e elegante que o senhor Clint Eastwood fez ao filmar aos mesmo tempo A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima. Se Peter Jackson levou um Oscar por ter feito a trilogia Senhor dos Anéis, a Academia foi injusta no início do ano ao não dar o prêmio de melhor direção para Clint Eastwood. Os dois filmes tratam basicamente do mesmo evento, a batalha de Iwo Jima, a pequena ilha do Japão conquistada pelos americanos na Segunda Guerra Mundial. A Conquista da Honra saiu do livro Flag Of Our Fathers, um best seller que conta a história da célebre fotografia dos soldados que primeiro ergueram a bandeira americana no topo da ilha. Mais do que um simples filme de guerra, Conquista é também uma história sobre o poder da mídia, a manipulação da informação pelos políticos e a percepção de toda uma sociedade sobre o assunto. Foi mal recebido pelos críticos e pelo público que não deram o devido valor a esta história monumental. Cartas de Iwo Jima não agradou ao público que foi ao cinema esperando um filme de guerra quando na verdade, pra mim, este é um retrato da solidão, da obstinação de um general e seus jovens, encarando uma missão suicida por amor ao seu país.
Nunca na história do cinema, um evento histórico de guerra foi mostrado pelos dois lados (o americano e o japonês), produzido por uma mesma equipe. Um momento da história da sétima arte para se guardar na memória e na prateleira: a edição em dvd saiu com extras sensacionais.

Para os piores não vou ficar no óbvio de citar Xuxa, Trapalhões (que nem vi) e outros nacionais que deram dó pela miséria de idéias.
Vou registrar aqui os que tentaram ser grande coisa e se deram mal...minha primeira banana vai para o filme do sr Robert de Niro, que como diretor é um grande ator, O Bom Pastor...confuso, irritante, pretensioso. Um filme enervante...
Outra bomba do ano é Planeta Terror, uma bobagem...como também foram bobagens O Primo Basílio e Transformers, uma mega bobagem bem produzida...
E você? Tem um top 5?...

Um comentário:

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