segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Paul Newman

Faz um mês que ele morreu e não postei nada por falta de uma lembrança que valesse a pena registrar...Nunca foi meu ator favorito mas me deu filmes incríveis...Golpe de Mestre, Butch Cassidy, Estrada Para a Perdição, etc...lembrei que quando criança eu morri de rir quando vi Paul Newman engloindo dúzias de ovos cozidos em Rebeldia Indomável, aliás seu filme favorito.
Mas lembrei também que um de seus filmes que mais gostei e um dos que menos lembram dele é Mr. And Mrs. Bridge em que Paul Newman atuou com a esposa Joanne Woodward. Um filme simples, reto, bonito, muito emocionante que conta a história de um casal que vive uma vida austera na década de 40 e as implicações comuns da vida de qualquer mortal confrontadas com a postura sempre correta e inflexível do senhor Bridge. Um filme que nunca vou esquecer...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

TV Full HD tem que ser de Plasma...

Conversando com meu amigo Gilmar especialista em tecnologia da Fast Shop, finalmente as fabricantes de TV's conseguiram resolver um problema que impedia a fabricação de monitores de menos de 60 polegadas Full HD a preços acessíveis. A Panasonic, que nunca desistiu do plasma, sai na frente e traz suas novas TV's de 42 e 50 polegadas ao Brasil neste último trimestre de 2008 e vai mudar a opinião de muita gente que torcia o nariz para o plasma.
Sempre dominando o mercado, foi a Sony que disseminou a idéia de que a imagem do LCD é melhor, que dura mais, que não dá reflexo, blá-blá-blá...
Existem muitos interesses nessa história. Liderar o mercado de venda de monitores é apenas um deles. O que eu aconselho é procurar uma loja onde seja possível encontrar duas TV's uma de Plasma outra de LCD, ambas Full HD e deixar que o nosso velho e bom olho julgue.
Eu sempre achei a luminosidade das TV's de plasma muito mais fiéis à fotografia original. Mais natural. Claro que as LCD não têm o problema do reflexo, o que num ambiente muito claro faz diferença. Mas pra quem gosta de assistir a um bom filme deve ter sua TV num local menos iluminado e aí, meu filho, na minha humilde opinião, o Plasma dá de dez a zero na TV de LCD. As novas TV's de Plasma Full HD da Panasonic são o meu novo sonho de consumo. Mas atenção: nada de comprar agora, depois do Natal, os preços vão despencar. Janeiro já tô na porta da loja...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Um cd pra cair na estrada...


Demorei mas comprei a trilha de Into The Wild na Fnac por 21,90 (o melhor preço que achei). Eddie Vedder caprichou e o resultado é um cd incrível, bom demais, com músicas que traduzem a melancolia e a vontade de abraçar o mundo de Christopher McCandless, o jovem protagonista da história de Na Natureza Selvagem, filme que já comentei aqui. Sean Penn, o diretor acertou na mosca ao passar a missão de fazer a trilha do seu filme ao líder do Pearl Jam, banda que conquistou o mundo com aquele som seco que passeia pelo folk, rock clássico e comtemporâneo, tudo ao mesmo tempo...ninguém teria feito melhor.
Um dia ainda vou fazer aquela rota no Canadá (não a do Alasca que aparece no filme...) muito famosa, a Icefields Parkway que corta as montanhas geladas da região. E adivinhe o que estarei ouvindo no carro? Into The Wild by Eddie Vedder...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Buster Keaton e Didi Mocó Sonriseb Colesterol Mufumo...

Estava eu voltando do trabalho pra casa no sábado à noite, procurando algum sentido pra minha vida naquele dia longo e frio quando resolvi parar no supermercado Extra da Anhangüera para levar alguma coisa pra comer quando me aconteceu um encontro inesperado...
Já no caixa, um homem e sua mulher, que estavam na minha frente, aguardavam pacientemente o funcionário do supermercado destravar o alarme de um DVD que o casal tentava comprar. Algum problema na embalagem de acrílico impedia o rapaz de finalizar a compra. O filme e o comprador me chamaram a atenção. Uns 36, 37 anos, cabelos grisalhos, rosto vincado, roupas muito simples, chinelo de dedo, calça e camisa baratas e debaixo das unhas largas, um resíduo de uma substâcia escura que devia ser graxa.
É isso, o rapaz bem podia ser um mecânico que tomou banho e foi ao mercado passear com a namorada e comprar um pão...Uma cena comum...O que não era comum era o filme que ele queria levar: um clássico do cinema mudo com Buster Keaton, A General, de 1927 (aliás, um grande filme!...).
O caixa não conseguia destravar o alarme do DVD e eu comecei a morrer de curiosidade de perguntar para o homem à minha frente se ele sabia realmente o que estava comprando. Se ele tinha conhecimento da importância daquele filme e seu protagonista. O rosto de Buster Keaton, o comediante que nunca ria, estampava bem grande a capa do DVD. Por um momento cheguei a me emocionar com a figura daquele homem simples, humilde, mas de gosto rebuscado, num sábado à noite, comprando um filme do grande Buster Keaton.
Não aguentei e comentei:
- Puxa! Quer dizer que o senhor é fã do Buster Keaton?...
- Hãin?!
- O senhor?... É fã do Buster Keaton?...
- Quéin?!?!...
- Buster Keaton!...esse homem aí no DVD...(apontei para a embalagem...)
- ‘Busti’ o quê?!?!
- Buster Keaton!...
- ...esse cabra aqui?...ahhh...Não é o Didi?
- Didi?! Que Didi ?!?!
- O Didi da TV!...
- ?!...o Renato Aragão?!?!...
- Esse!...Né não?
- É não...esse é outro...
- Mas é bom esse daqui?
- É bonzinho sim...mas acho que o senhor não vai gostar...

Como o caixa não conseguiu destravar o alarme e a fila tinha aumentado, nosso amigo acabou desistindo de levar o filme. E foi pra casa sem o seu “Didi”...e eu fui pra minha...
Confundir a cara do Buster Keaton com a do Didi Mocó, foi o suficiente pra me convencer de que dormir era o melhor que eu tinha pra fazer...Cacildis!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

As Chaves de Casa

Minha dica de filme neste dia especial é um título igualmente especial por vários motivos.
Uma das mais belas histórias de amor de pai e filho no cinema.

Pra vc ter uma idéia, Andrea Rossi, o ‘ator’ que faz o filho Paolo, é um jovem especial.
As aspas no ator é uma ironia. Andrea não é um ator. Sua interpretação que se vê no filme não é de caso pensado já que o jovem Andrea Rossi possui um certo retardo mental. O que em nenhum momento compromete a decisão do diretor que ao contar a história do pai de um garoto deficiente mental escolheu um deficiente real.

Já escrevi aqui sobre o meu amor pelos filmes italianos do Neo Realismo, a melhor safra de filmes produzidos por um mesmo país...Italianos quando resolvem emocionar são os melhores...
Aqui é incrível o resultado...um dos filmes mais emocionantes que já vi...!
E que adorei rever neste dia especial...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Blindness vem aí !...

Blindness de Fernando Meirelles ainda não chegou aos cinemas mas a expectativa é imensa...enquanto o filme não estréia, olha só que legal, um vídeo que vai deixar você ainda mais ansioso...enviado pela minha prima Claudinha, é emocionante: o momento em que José Saramago, o autor do livro Ensaio Sobre a Cegueira, acaba de ver o filme pela primeira vez numa pré ao lado de Fernando! O vídeo foi feito por Quico Meirelles, filho do diretor...confira!...

sábado, 30 de agosto de 2008

Lemon Tree

De uma notinha de jornal saiu a idéia deste filme maduro, bonito e muito bacana que não sei porque não traduziram para Limoeiro. Os responsáveis das distribuidoras devem ter vergonha de falar português...enfim, o filme chegou com o nome em inglês mesmo, Lemon Tree, apesar de ser uma produção israelense.
Como disse, baseado em fatos reais: Salma é uma viúva pobre palestina que vive na divisa com Israel tem como única fonte de renda uma plantação de limões que foi deixada pelo pai há mais de 40 anos. Tudo ia bem até que Salma ganha um vizinho, ninguém menos do que o Ministro da Defesa de Israel que chega chegando com todo seu staff: seguranças, soldados, guaritas, agentes do serviço secreto...acaba assim o sossego de Salma.
Os responsáveis pela segurança do ministro concluem que o limoeiro da vizinha é uma ameaça à vida de todos, afinal um terrorista poderia entrar por ali e fazer um estrago na família do ministro. Fica decretada a interdição do terreno. O limoeiro é cercado e Salma impedida de entrar e colher seus limões. O caso, a princípio doméstico, ganha repercussão internacional e vai parar na Suprema Corte. Uma história simples que ganha proporções gigantecas ao resumir num conflito de vizinhos, todo o eterno embate da Questão Palestina. O diretor chama-se Eran Riklis, é um veterano que fez A Noiva Síria, outro filme muito legal...O cara já morou no Brasil, arranha um português e mandou muito bem neste Lemon Tree. Destaque para a atriz principal, Hiam Abbas, de Free Zone (alguém viu? aquele com a Natalie Portman...que aliás é israelense, nascida em Jerusalém...), que consegue passar a dor, a solidão e a esperança da pobre viúva com poucas palavras...seu olhar está cheio daquela angústia das mulheres que nunca puderam se expressar livremente...pessoas que, em pleno século 21 vivem em sociedades ultrapassadas, que acham que resolvem conflitos construindo muros...
No final, fiquei pensando que o filme não tinha me feito chorar apesar da história triste que contava. E cheguei à conclusão que Eran, o diretor não quis fazer um filme pra agradar platéias, mas sim contar uma história como ela é de uma forma madura e imparcial. Ele não pende pra nenhum dos personagens. Não há vitoriosos. Todos saem perdendo. Quem mais se dá mal no final é o limoeiro, tadinho...
Lemon Tree, um filme para se emocionar e pensar...
O diretor de Lemon Tree e A Noiva Síria, Eran Riklis, que já morou 3 anos no Brasil e arranha no português. Talvez ele tivesse traduzido o nome do seu filme para cá...qual o problema de Limoeiro? Aliás a música "Meu Limão , Meu Limoeiro tá na trilha sonora...Gostei do filme e gostei do cara...e ele usa um boné igual o meu...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Vem aí ... Coco

Calma, não é uma manchete escatológica, mas uma nova produção francesa que conta a vida da maior estilista de todos os tempos, Coco Chanel, com a Audrey Tatou (de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain) no papel título. O filme tem tudo pra agradar. Na linha do novo cinema moderno francês, quem gostou de Piaf vai curtir conhecer a história dessa mulher a frente do seu tempo.
Estréia prevista para o final do ano...

A resistência ao diferente...

...fiquei pensando no que escrevi no post abaixo sobre O Sonho de Cassandra de Woody Allen, filme que foi malhado pela crítica como um trabalho menor do cineasta e no fato de eu ter gostado do filme...lembrei do caso do Spielberg quando fez Prenda-me Se For Capaz, uma comédia de perseguição muito inteligente, baseada em fatos reais e que em nada lembrava os filmes de avetura infanto-juvenil que caracterizam sua filmografia. Meteram o pau porque não parecia Spielberg...mas o filme é bom pacas.
Woody Allen tem todo o direito de variar...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

七人の侍 (Os Sete Samurais)

Um luxo a edição lançada pela Europa deste clássico do Cinema de todos os tempos.
Dirigido por Akira Kurosawa em 1953, Os Sete Samurais serviu de inspiração pra muitos filmes que vieram depois como Sete Homens e Um Destino até a saga Guerra Nas Estrelas.
É a história da aldeia de lavradores de arroz que vive sendo saqueada por um bando de ladrões. Desesperados, os camponeses decidem contratar um grupo de samurais dispostos a defender a pequena aldeia e seus moradores em troca de comida e uma cama pra dormir.
Kurosawa era fã de faroestes, criou neste filme a pedra sobre a qual vieram todos os filmes de artes marciais seguintes. Cada fotografia foi elaborada com o altíssimo rigor estético do mestre japonês. As cenas da batalha na chuva são de uma beleza até hoje impressionantes. A narrativa dos mais fracos lutando contra os mais fortes é de certa forma bem simples
mas que sempre funciona. Qualquer um se sente tomado pela força dramática do filme logo nos primeiros minutos. Sem falar na interpretação de Toshiro Mifune e seu samurai jovem e rebelde, é demais!...Quando a gente pára pra pensar que se trata de um filme com mais de 50 anos, daí só se pode reverenciá-lo ainda mais. Pra melhorar o DVD ainda vem com dois extras sensacionais !... Um filmaço pra ver e rever sempre!
Em busca do fotograma perfeito: A batalha na chuva. Uma amostra do gênio de Kurosawa numa das cenas mais incríveis do clássico Os Sete Samurais

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Star Wars - The Clone Wars

George Lucas me pareceu ter encontrado a verdadeira vocação de sua saga intergalática...Star Wars é pra ser desenho animado. Acho que a partir deste, outros virão com animações cada vez mais surpreendentes, arrojadas, com posicionamentos de câmera que só numa animação é possível...Este "The Clone Wars" se situa antes do "A Vingança dos Sith", e claro não é melhor que o último filme mas aponta nitidamente o caminho promissor que o senhor Lucas irá seguir pra continuar ganhando uns trocadinhos e engordando sua conta bancária.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O Sonho de Cassandra

Segundo a mitologia grega, Cassandra era filha de Príamo,rei de Tróia, pai do Heitor (falando nisso você viu Tróia, aquele com o Brad Pitt fazendo o Aquiles?...é bacana...) e ela além de ser muito bela, ganhou do deus Apolo um poder e uma maldição: era capaz de prever o futuro mas ninguém nunca acreditaria em suas previsões. Esse é o mote deste filme de Woody Allen que não parece Woody Allen. Foi malhado pela maioria da crítica mas quer saber? Gostei pra caramba!...
É o terceiro filme Londrino dele. Antes teve Match Point (sensacional) e depois Scoop (bobinho).
Dois irmãos (Ewan McGregor e Colin Farrell) estão desesperados por dinheiro. Colin fez uma divída impagável jogando pôquer e Ewan, que não tem a vida ganha, tem que ajudá-lo. Surge a figura do tio (Tom Wilkinson) que é milionáro e faz uma proposta imoral para os sobrinhos em troca de muita grana.
É o seguinte, pra quem é fã do Woody Allen tradicional, o das comédias urbanas, dos diálogos rápidos cheios de humor ácido e inteligente, não vai encontrar nada disso aqui. Vai achar ruim como acharam Match Point ruim. Um equívoco na minha modesta opinião...Woody Allen tem todo o direito de experimentar...de brincar de ser Hitchcock (por que não?!)...tem muito do mestre do suspense neste filme, como tinha em Match Point também...e a maneira como ele fecha ciclos nos dois filmes é genial!...A cena da aliança batendo no parapeito do rio em Match Point pra mim é pra entrar pra história...Tudo isso sem falar nas atuações espetaculares da dupla de irmãos...Colin Farrell no papel do irmão mais emotivo, frágil de certa forma, um mecânico pobre viciado em jogo que se envolve numa dívida impossível de ser paga está no melhor filme da sua vida. Aliás essa é uma característica de Woody Allen, saber tirar o máximo de seus atores.
O Sonho de Cassandra é um drama de suspense, de Woody Allen, que ao fazer um filme a la Hitchcock brinca de ser Billy Wilder, o mestre que se aventurou por todos os gêneros do cinema com igual sucesso. Se Billy podia por que Woody, não?

domingo, 27 de julho de 2008

Wall.E e Kung Fu Panda

Já faz tempo que desenho animado deixou de ser coisa de criança. Walt Disney fez muito desenho pra gente grande...na verdade pra criança que existe em todos nós...Mas ultimamente, os longas de animação têm trazido aos mais crescidos, momentos brilhantes que os pequeninos ainda não são capazes de perceber. Os Incríveis, por exemplo, foi sem dúvida muito visto pela criançada, mas só quem viveu mais conseguiu absorver todo o humor e mensagem do filme. O mesmo vale pra Ratatouille. O texto final do crítico de gastronomia é inteligentíssimo, profundo, muito bem elaborado e não tem a menor possibilidade de ser assimilado por uma criança.
Tô falando tudo isso pra recomendar duas animações em cartaz na praça: Kung Fu Panda e Wall.E .
O primeiro é demais, perfeito pra entreter a molecada e ao mesmo tempo divertir adultos desprovidos de preconceito. O filme é uma homenagem ao gênero das artes marciais e conta com tiradas no roteiro com o melhor da sabedoria oriental. A história é manjada, mas como se trata de animação, é possível "colocar a câmera" em qualquer lugar e isso dá toda uma nova dimensão à velha história do pupilo escolhido para ser treinado pelo velho mestre que o transforma num grande guerreiro, salvador de todos.
Wall.E é outro exemplo de desenho animado pra adultos. Sua história de amor entre um robozinho lixeiro e uma robozinha pesquisadora é simples, linda, poética e emocionante. A direção de arte do filme é espetacular e o roteiro oculta profundidade com estilo e leveza. Um filmão!...mas vai agradar mais aos adultos...

Confira onde tá passando clicando aqui.
Kung Fu Panda: Jack Black dá personalidade ao urso que quer virar mestre. Ação e humor na dose certa.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O Escafandro e A Borboleta

Filmes que contam o drama de quem fica paralisado, paraplégico, inválido, em coma, existem aos montes...é um caminho conhecido este de comover as platéias mostrando personagens em situações terminais. Não dá pra escapar da armadilha que faz pensar: ...mas e se fosse comigo? Como eu reagiria numa situação dessas?
Mas o fato é que nada se compara com este belíssimo, poético e sensacional O Escafandro e A Borboleta.
A história verídica do editor da Revista Elle que na década de 90 sofreu um AVC e perdeu todos os movimentos do corpo com exceção da pálpebra do olho esquerdo. É piscando essa pálpebra mais a dedicação de uma fonoaudióloga que permitem que Jean-Dominique se comunique com o mundo. E é assim que ele escreve um livro contando sua aventura final.
O filme é espetacular! Na última edição do Oscar recebeu várias indicações (fotografia, montagem, roteiro e direção). O diretor consegue dar o tom certo, sem deixar o filme cair na pieguice, no emocionalismo barato...a fotografia é maravilhosa e os atores dão um show...
Nunca, nunca na história do Cinema o conhecido recurso da câmera subjetiva foi tão bem explorado num filme!
Uma peça magnífica que te leva a pensar nos desperdícios da vida, nos amores que não vivemos, no tempo que perdemos e que nunca voltará...
“A função do crítico não é trazer numa bandeja de prata uma verdade que não existe, mas prolongar o máximo possível, na inteligência e na sensibilidade dos que o lêem, o impacto da obra de arte.”
(André Bazin, um dos fundadores da Cahiers Du Cinéma)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Indiana Jones...

...falar mal de Indiana Jones (esse da Caveira de Cristal...) é como falar mal do trabalho de um amigo...a relação que tenho com os filmes anteriores da série é de carinho e gratidão pelas horas divertidas que passei na minha adolescência graças a Spielberg e Lucas.
O filme tem boas cenas de ação, mas chega a ser chato pacas...ainda assim não consigo falar mal dele...se é que vocês me entendem...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Ratatouille e Proust...


Ratatouille foi um daqueles filmes que esqueci de postar aqui no bloguinho...Esqueci, não...Deixei de postar porque, lembro bem, saí do cinema tão maravilhado com o que vi que não me senti capaz de registrar com eficiência tudo o que eu havia percebido...graças aos meus sobrinhos Julia e Vinicius com quem revi o filme recentemente, tive um momento de iluminação que transcrevo aqui agora...
Brad Bird, o todo poderoso da Pixar/Disney, diretor/roteirista de Os Incríveis e deste Ratatouille já mostrou em várias entrevistas que é um homem muito inteligente, de vasta cultura e perfeccionismo único. Lendo um artigo sobre o centenário de Em Busca do Tempo Perdido, o monumento literário que nasceu em 1908 das mãos de Marcel Proust, lembrei da xícara de chá com o biscoito que transportam o personagem até sua infância e dão origem aos 7 volumes de Em Busca do Tempo Perdido...Pois bem, eu acho hoje que todo o filme foi criado, escrito e produzido em função de uma única cena, a mais genial de Ratatouille: a cena em que o crítico, Monsieur Ego, prova do ensopado de legumes preparado pelo mini-chef e dá um salto no tempo até sua memória infantil...não é à toa que o filme se passa na França...como disse, Brad Bird é um homem muito inteligente...
Ratatouille não é um filme sobre um rato que quer ser cozinheiro.
É também um filme sobre a memória e o tempo...